eram as promessas de um futuro bom e muito amor pro final. Pro final da noite, quando todas as discussões já haviam sido sanadas. Quando eu já não via mais teus olhos por estarem dentro dos meus há tempos. Ah, se eu pudesse me atrever. Me arriscar e deixar que os pés da cama falassem por nós.
Alinhar sonhos e sonhar, amor. Como eu adoro qualquer sentido que uma vírgula pode tirar de vidas inteiras. Me tirar a vida inteira pra tentar entender, de fora, o que acontece aqui, assim, tão quieto. Quieto na nossa solidão que não soube nos abandonar. Só soube nos jogar longes pra que pudéssemos jogar com ela sempre.
Enquanto ouço no velho rádio um voz nostálgica cantando qualquer coisa que não me lembra nada, me desmembro por entre as janelas e tento imaginar o que te faria ir tão longe. Mais uma vez, nada me vem a cabeça.
Só as velhas canções que dividíamos em uma janela – do MSN, talvez. De todo cabelo branco que te surge na cabeça e de cada responsabilidade a que os dias se somam. Mas, no final das contas, todo aniversário vai valer a pena e todos os amores perdidos vão fazer algum sentido. Talvez.