Era uma pequenez tão sórdida que se moldava em seu ser. Era quase imperceptível, mas ela se cansara de tudo, de mundo. Cansara de sempre ser culpada/oculpada por tudo.
Queria o mundo em suas mãos, e o coração no mundo. Nem esperava reconhecimento, na verdade. Só um amor pequeno no final.
Eram ideias complicadas, saudades aplicadas.
Nunca soube verdadeiramente do seu lugar. Procurou sempre por onde esteve, mas nunca teve muita certeza de nada. Sua mente cansada, questionamentos tão gastos que já não diziam nada.
Via as bonecas de porcelana com os lábios rosados com certa inveja. Elas estavam na janela a observar a paisagem, enquanto ela fazia parte do que acontecia.
De um mundo que não parava, de um sombrio que não passava, de um arrepio que se sucedia
Ela queria toda aquela calma. Ela queria a alegria dos dias frívolos/inúteis/tristes.
Queria ser como todas as outras, mas pulou a janela. Correu para um mundo que a pertencia, mas que agora a deixava em dúvida. Um mundo insano, que não estava preparado para coisas pequenas.
*Igual a qualquer um - Leoni /Por Raphael Moraes
segunda-feira, 24 de maio de 2010
sábado, 22 de maio de 2010
Sonhos de verão
Ele sempre se irritou por pouco. Nunca soube valorizar o muito que sua vida lhe trouxe, e achava exagero pensar assim. Era o imperador do nada que tinha, do muito que queria ter e pensava poder pisar em quem com isso não concordasse.
Era o típico malandro conquistador. Facilmente tinha nas mãos as mulheres que seus amigos passariam anos tentando. Só tentando. Mas ele cansava. Ao conquistá-las, percebia que tudo perdia a graça. "Por que tinha que ser tão fácil se no final não teria gosto de vitória?"
Mas as tinha mesmo assim. Pegava em cada mulher um pedaço para obter a mulher perfeita ao final. Era a ideia de procurar em muitas o que não encontrava em uma. Mas mesmo assim pensava em casamento, filhos e vida normal, como todas as outras pessoas. Será?
É que ele sempre fora diferente demais para obter uma família normal. Se bem que tudo é esperado de um engenheiro civil. Ele pensava em projeções e obras. Queria algo concreto.
Sofria ao pensar que essa variedade de mulheres era para espantar uma solidão e uns questionamentos que estariam sempre ali. Queria que a vida fosse como uma planta de um prédio: planejada e organizada, para que no final tudo desse certo. Mas o planejamento da vida estava fora de seu alcance. Sempre pensou demais em si mesmo, e ainda assim, não saía do lugar.
Sua cabeça se confundia e seus pensamento se atiravam em um abismo de incertezas.
Quem inventou essa história de pensar nos outros, provavelmente não alcançou a felicidade própria.
Quem criou a possibilidade de viver através do emocional, ao invés do racional, não entendia como alguém poderia sobreviver sem uma poesia. Mas quem precisa da poesia, afinal?
Quem inventou Deus era fraco demais para suportar uma vida de desgraças. Uma vida de amor e sonhos. Era alguém que não precisava do pecado para ser feliz.
É que pra ele a vida não passaria de uma vida fácil e premeditada. Talvez um dia perceba que viver é mais. E que nada mais é que um sonho de uma noite de verão.
*Agradecimento a Júnior Petry, que invadiu meu computador.
Era o típico malandro conquistador. Facilmente tinha nas mãos as mulheres que seus amigos passariam anos tentando. Só tentando. Mas ele cansava. Ao conquistá-las, percebia que tudo perdia a graça. "Por que tinha que ser tão fácil se no final não teria gosto de vitória?"
Mas as tinha mesmo assim. Pegava em cada mulher um pedaço para obter a mulher perfeita ao final. Era a ideia de procurar em muitas o que não encontrava em uma. Mas mesmo assim pensava em casamento, filhos e vida normal, como todas as outras pessoas. Será?
É que ele sempre fora diferente demais para obter uma família normal. Se bem que tudo é esperado de um engenheiro civil. Ele pensava em projeções e obras. Queria algo concreto.
Sofria ao pensar que essa variedade de mulheres era para espantar uma solidão e uns questionamentos que estariam sempre ali. Queria que a vida fosse como uma planta de um prédio: planejada e organizada, para que no final tudo desse certo. Mas o planejamento da vida estava fora de seu alcance. Sempre pensou demais em si mesmo, e ainda assim, não saía do lugar.
Sua cabeça se confundia e seus pensamento se atiravam em um abismo de incertezas.
Quem inventou essa história de pensar nos outros, provavelmente não alcançou a felicidade própria.
Quem criou a possibilidade de viver através do emocional, ao invés do racional, não entendia como alguém poderia sobreviver sem uma poesia. Mas quem precisa da poesia, afinal?
Quem inventou Deus era fraco demais para suportar uma vida de desgraças. Uma vida de amor e sonhos. Era alguém que não precisava do pecado para ser feliz.
É que pra ele a vida não passaria de uma vida fácil e premeditada. Talvez um dia perceba que viver é mais. E que nada mais é que um sonho de uma noite de verão.
*Agradecimento a Júnior Petry, que invadiu meu computador.
sexta-feira, 21 de maio de 2010
Qualquer paz a mais
Talvez eu não sinta saudade. Só me perca nas ilusões do meu ser de impor uma rotina de sentimentos.
Talvez a saudade tenha virado um hábito que eu não consigo ignorar.
Talvez seja um momento de fraqueza que me faz forte cada vez que vejo algo pior. É um momento de solidão que se esconde nas vielas escuras do relógio.
Talvez a saudade tenha virado um hábito que eu não consigo ignorar.
Talvez seja um momento de fraqueza que me faz forte cada vez que vejo algo pior. É um momento de solidão que se esconde nas vielas escuras do relógio.
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