Era uma pequenez tão sórdida que se moldava em seu ser. Era quase imperceptível, mas ela se cansara de tudo, de mundo. Cansara de sempre ser culpada/oculpada por tudo.
Queria o mundo em suas mãos, e o coração no mundo. Nem esperava reconhecimento, na verdade. Só um amor pequeno no final.
Eram ideias complicadas, saudades aplicadas.
Nunca soube verdadeiramente do seu lugar. Procurou sempre por onde esteve, mas nunca teve muita certeza de nada. Sua mente cansada, questionamentos tão gastos que já não diziam nada.
Via as bonecas de porcelana com os lábios rosados com certa inveja. Elas estavam na janela a observar a paisagem, enquanto ela fazia parte do que acontecia.
De um mundo que não parava, de um sombrio que não passava, de um arrepio que se sucedia
Ela queria toda aquela calma. Ela queria a alegria dos dias frívolos/inúteis/tristes.
Queria ser como todas as outras, mas pulou a janela. Correu para um mundo que a pertencia, mas que agora a deixava em dúvida. Um mundo insano, que não estava preparado para coisas pequenas.
*Igual a qualquer um - Leoni /Por Raphael Moraes
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